E eis que surgem os dois tracinhos no teste de gravidez! E agora?

A mulher quando se descobre grávida começa a experimentar um mix de sentimentos positivos e negativos. Parece que a partir daquele momento tudo mudou. Os pensamentos são invadidos por dúvidas, medos, ansiedades, alegrias, expectativas, inseguranças e por aí vai.

Surge uma sensação de que um imenso desconhecido se aproxima. O que é ser mãe? Quem eu serei como mãe? Como será minha gestação? Como será o meu parto? Como será minha vida com um filho? Será que vou dar conta de tudo isso?

A gestação muitas vezes não é como aquela imagem que a sociedade nos mostra de uma mulher plena, linda e feliz o tempo todo, só aguardando, cheia de amor e calma, seu bebê chegar.

Ao decorrer da gestação vão acontecendo diversas mudanças como as alterações no corpo; a rotina vai sendo preenchida por exames, consultas médicas e cuidados com alimentação; o planejamento passa a incluir enxoval e a organização da casa para a chegada de um bebê; mudam-se as preocupações financeiras e o relacionamento conjugal vai tomando um novo formato.

São tantas informações que a cabeça chega a dar um nó. Quanta coisa!

A gravidez é um momento único e de transformações na vida de uma mulher e isso a impacta emocionalmente, fisicamente e socialmente.

Estar grávida significa ambivalência de sentimentos. Precisamos normalizar a ideia de que a mulher pode não estar feliz o tempo todo com sua gestação.

Ao conversar com familiares, colegas e amigos que não estão vivenciando esta mesma fase, muitas vezes a mulher não se sente compreendida. E isso pode levar a um isolamento e sentimento de culpa.

Quando a mulher tem a possibilidade de compartilhar seus sentimentos, suas dúvidas, suas ansiedades e seus medos com pessoas que estejam passando por um período semelhante ao seu, que estejam dispostas a ouvi-la sem julgamentos e que tenham real conhecimento do que envolve essa fase, ela passa a se sentir mais confiante e acolhida, validando assim seus sentimentos.

Os grupos de apoio à gestantes são uma ótima alternativa. Eles trazem sentimentos de acolhimento, empatia e pertencimento, seguindo um tom de ajuda mútua. É possível tirar dúvidas com a mediadora e  trocar experiências com outras gestantes, contribuindo para que a mulher se sinta mais segura nesta fase.

Paula Morano
Psicóloga Perinatal

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