A denominação Síndrome de Burnout surgiu em 1970 quando o psicanalista Herbert Freudenberger constatou esta patologia em si mesmo.  Naquela época, ele se referia a um desgaste profissional tão intenso que tem como consequência um forte esgotamento físico e psíquico podendo evoluir para doenças no corpo e na mente.
Por volta de dez anos atrás, a Psicóloga Maira Mikolajczak começou a estudar esta abordagem em em relação à maternidade e percebeu que o nível de estresse no mundo corporativo e nas mães de recém nascidos era praticamente o mesmo. Afinal, a maternidade pode ser considerada uma ocupação profissional, um oficio onde a mulher é responsável pela execução de diversas tarefas. A partir daí começou-se a a  falar em síndrome de burnout materna.
Um recém nascido exige uma dedicação constante, quase que 24hs por dia. A privação do sono,  a demanda da amamentação, o choro frequente e os cuidados em geral geram um grande cansaço na mãe. A falta de rede de apoio e a visão equivocada da sociedade de que esta mulher tem que dar conta de tudo sozinha agrava ainda mais o esgotamento físico e psíquico. Quanto mais patriarcal a dinânica familiar, quanto mais sozinha e tendo que dar conta de tudo a mulher estiver mais riscos de desenvolver Burnout.
Quando a mulher começa a apresentar sintomas como irritabilidade acentuada, falta de interesse em fazer coisas que gostava, falta de vontade de cuidar do bebê, dificuldade de realizar tarefas do dia a dia, pensamentos negativos constantes, desmotivação, ansiedade, esquecimentos e taquicardia são sinais de atenção e o ideal é procurar ajuda profissional. As mães mais dedicadas e perfeccionistas são as que tem mais tendência a apresentarem esse quadro. A fata de uma boa rede de apoio normalmente está presente.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar muito em situações como essa. Ele permitirá que esta mãe trabalhe questões pessoais, entenda melhor como está sua vida social, relações pessoais/ familiares, relação com trabalho, falta de apoio, entre outros que possam estar interferindo neste desgaste intenso e oferecerá recursos para se encontrar os pontos que estão causando este desgaste e que ela tenha uma maternidade mais saudável e equilibrada. O burnout quando identificado precocemente não é um quadro de difícil tratamento.
Paula Morano – Psicóloga Perinatal
CRP: 06/81332

 

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