Uma boa rede de apoio é e sempre foi importante para uma puérpera. Há pesquisas que mostram, por exemplo, que uma mulher que tem mais ajuda no puerpério tem menos chances de desenvolver depressão pós-parto e se vincula mais facilmente com seu bebê.

Nos tempos atuais, portanto, a fase do pós-parto costuma ser solitária, desgastante e a mulher, muitas vezes, não se sente compreendida e apoiada. Nossa cultura de hoje em dia ainda contribui para isso pois há uma valorização daquela mulher que dá conta de tudo sozinha. Ela, muitas vezes, tem que cuidar do filho, da casa, trabalhar e ajudar no sustento da família. Com muita sorte, terá ajuda do marido, da mãe ou de uma babá.

Claro que antigamente o pós-parto também impactava a vida de uma mulher, mas na grande maioria dos casos, ela contava com uma rede apoio satisfatória onde mãe, sogra, tias, primas, vizinhas, amigas, etc se mobilizavam para ajudar essa mulher nos cuidados com a casa e com o bebê.

Para compensar essa solidão dos dias atuais, a tecnologia passou a ser uma grande aliada. Cada dia mais vem aumentando o número de grupos voltados para maternidade, sejam eles em redes sociais, grupos de whatsapp, encontros presenciais para mães e bebês, grupos de troca de favores e por ai vai.

Esses grupos por um lado tem trazido acolhimento, empatia e pertencimento. Por outro, não é incomum eles promoverem sentimento como culpa, insegurança e até mesmo sintomas depressivos.

É importante ficar atento se o grupo é voltado para a individualidade, abraçando dificuldades, subjetividades e histórias de vida de cada um, sem julgamentos. Não é um grupo que tem uma causa em comum onde todos devem seguir os mesmo princípios.

Grupos de apoio fazem os participante se sentirem acolhidos, valorizados e compreendidos. As conversas costumam ter um tom de ajuda mutua, onde cada um entende que o outro está fazendo o seu melhor.

Portanto, fazer parte de grupos maternos pode ser muito benéfico, mas vale avaliar bem como você está se sentindo neste grupo. Se sente a vontade para falar de suas questões? Se sente parte desse grupo? Quais os sentimentos que ele desperta em você?

Paula Morano – Psicóloga Perinatal

CRP: 06/81332

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