Quero dar uma palavrinha com vocês sobre rede de apoio.

A sociedade que vivemos nos ensina e valoriza que a mulher é uma super heroína que tem que dar conta de fazer várias coisas ao mesmo tempo como se isso fosse normal. Por outro lado, temos pesquisas que apontam a falta de rede de apoio para mulheres com filhos como fator de risco para o surgimento de alterações emocionais significativas o que pode levar a um transtorno psicológico, como a depressão por exemplo. Além disso, há uma maior dificuldade na vinculação mãe-bebê quando a mulher vive em exaustão.

Quanto mais a mulher tiver tempo e espaço para cuidar de seu bebê, sabendo que pode se dedicar a ele sem a preocupação de que tem outros afazeres a esperando, mais ela conseguirá se conectar com seu filho criando um bom vínculo. As pessoas tem a imagem de que o que a mãe precisa é de alguém que fique com o bebê para ela descansar. Obviamente, isso é fundamental, afinal dormir é extremamente importante para que a mãe tenha condições físicas e emocionais de cuidar de um bebê. Porém, a ajuda vai além disso, ela precisa que a ajudem também nas tarefas que não envolvem o bebê.. Isso quer dizer ter alguém que a auxilie nos trabalhos domésticos (cozinhar, lavar louça, lavar roupa, fazer mercado, limpar a casa, etc) e com os outros filhos.

A terapia na gravidez e no pós parto é também considerada uma rede de apoio para a mulher no sentido tanto de evitar o surgimento de transtornos psicológicos ou tratá-los quando eles já existem.

 

Paula Morano – Psicóloga Perinatal

CRP: 06/81332

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